domingo, 15 de julho de 2012

Liberdade de expressão e o politicamente correto na arte e no humor

Poucos meses atrás muito se falou sobre a liberdade de expressão no humor devido as cada vez mais costumeiras condenações de piadas “politicamente incorretas”. O humorista Rafinha Bastos se tornou o centro de toda essa polêmica e foram levantadas questões como, “vale tudo no humor?”, “liberdade de expressão deve ter limites?”.

Trazendo para o lado da música, acompanhei no inicio do ano uma polêmica. A banda alemã de heavy metal melódico “Edguy”, conhecida também pela sua espontaneidade e sátiras ácidas, lançou no inicio de 2012 o seu mais recente álbum. 
Neste trabalho há uma música chamada “Robin Hood”, remetendo a uma das mais tradicionais lendas do folclore britânico, o lendário herói que roubava dos ricos para dar aos pobres, o Robin Hood. Mas a Edguy fez uma leve crítica em sua música, deixando de lado o aspecto glorioso da lenda.

Nisto uma pequena polêmica foi levantada, polêmica que se tornou maior quando a música foi escolhida pela banda para ser a música de divulgação do álbum, se tornando um videoclip. No videoclip a Edguy manteve sua tradição de fazer vídeos cômicos, "avacalhando" de vez com a lenda. 
No mesmo dia do lançamento do videoclip muitos criticaram a Edguy pelo fato de ser uma banda alemã tirando sarro com uma lenda do folclore britânico. Na época um amigo chegou a comentar comigo, “Já pensou ver uma banda argentina tirando um sarro com o Curupira?”.

O vídeo para quem desejar conferir


Mas e aí, e se de facto acontecesse de uma banda argentina zoar o barraco e brincar com o nosso folclore? Eu teria de ficar revoltadinho com nossos “hermanos”? Essa máxima “liberdade de expressão deve ter limites” não é uma brecha para a censura? A arte deve ser censurada em função do politicamente correto?
No meu ponto de vista o politicamente correto tem é que se foder!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Provável descoberta do Bóson de Higgs

Hoje é um dia especial na Blogosfera devido a blogagem coletiva sobre espiritualidade. Mas dane se a espiritualidade, vamos falar de ciência, algo bem mais útil shausuasuausuaus. Calma, não comecem a apedrejar, estou apenas brincando... Ou não rsrs.

Desde o começo do mês muito têm se falado no meio cientifico do Bóson de Higgs. Mas o que diabos é isso?

O Grande Colisor de Hádrons (LHC) da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN) é o maior acelerador de partículas do mundo e foi construído após a elaboração de um megalomaníaco projeto cientifico ao custo de 8 bilhões de dólares. Seu laboratório fica em um anel subterrâneo de 27 km na fronteira da França com a Suíça. O LHC funciona desde setembro de 2008 e trabalho de facto na colisão de feixes de partículas, seu principal objetivo, desde 2010. 

Localização do LHC

Após anos de pesquisas sob imprevistos e problemas técnicos o LHC parece ter alcançado seu objetivo supremo, a suposta descoberta do Bóson de Higgs. O nome vem do cientista Peter Higgs que nos anos 60 elaborou uma teoria que explicaria como o universo foi criado a partir do Big Bang.  Com a descoberta dessa partícula o chamado Modelo Padrão que explica como se comportam praticamente todos os componentes da natureza (exceto a gravidade que é explicada por outra teoria) seria validado. Por isso o Bóson de Higgs foi apelidado de “partícula de Deus”.

LHC

Pensa se que após o Big Bang o cosmos passou por um resfriamento e a consequente formação do Campo de Higgs e seus Bósons que são uma partícula subatômica. Essa partícula teria interagido com todas as outras e lhes dado massa. Essa é a última partícula que faltava ser analisada e por isso validaria o Modelo Padrão, sendo a mais importante descoberta da ciência no século.

O modelo padrão é o arcabouço essencial para a sustentação do que conhecemos como Biologia, Física, Química etc. Obviamente o Modelo Padrão é incompleto, pois apesar de explicar quase todos os elementos do nosso planeta, ele não explica algumas coisas relacionadas ao universo, como por exemplo, a matéria negra.. Então a descoberta do Bóson de Higgs pode ser também um grande passo nesses estudos.

Os cientistas ainda precisam ter total certeza que a partícula descoberta é de facto o Bóson de Higgs previsto a 50 anos atrás por Peter Higgs, mas de qualquer modo, sendo ou não Higgs, está é uma nova partícula.

Para quem se interessar pelo assunto, só para eles mesmo pois o vídeo tem uns 15 minutos rsrs, deixo aqui um vídeo. É um tanto antigo, o LHC ainda estava sendo construído na época, mas possui uma explicação muito didática do que é o Bóson de Higgs e seu papel para unificar a Física das Partículas. Começara a falar de fato do Bóson de Higgs por volta de 3:30.

domingo, 1 de julho de 2012

Fractal: Arte, física e matemática de mãos dadas

Uma das coisas mais magníficas que já vi com esses olhos que a terra há de comer são os fractais. Mas o que é um fractal? Tentarei explicar, mas não garanto que conseguirei rs.

O termo foi cunhado pelo matemático francês Benoit Mandelbrot a partir do radical latino “fractus” que por sua vez vem do verbo latino “frangere” que traduzido ao português quer dizer “quebrar".

Um fractal escolhido aleatoriamente para ilustração
Com a imagem parada não é notável sua magia, então confiram o vídeo ao fim da postagem.

Os fractais estão ligados à física e matemática, mais precisamente aos sistemas dinâmicos e a teoria do caos. Isso pelo fato de seu uso se dar na descrição de fenômenos que aparentam ser aleatórios, mas não são como o fluxo dos rios e formação de cadeias montanhosas. Os fractais são um tanto recentes, pois apenas com o uso de computadores foi possível se aprofundar os estudos desse ramo da geometria que também é usado na arte. É algo que você não aprende na escola, pois não pode ser explicado pela geometria euclidiana. E por isso Mandelbrot criou a proposta da geometria fractal, esta se encarregaria de preencher as lacunas deixadas pela euclidiana na tentativa de compreender as formas da natureza.

A ciência dos fractais se faz de imagens com estruturas geométricas altamente complexas e de grande beleza ligadas às formas da natureza e até do universo. As imagens são sempre abstratas e a principal característica é a autossimilaridade, os fractais contém dentro de si copias menores deles mesmos se repetindo infinitamente, se tornando incompreensível para a mente humana em sua totalidade. Os fractais podem assumir muitas formas, mas sempre conservam a auto semelhança e a complexidade infinita.

Mas não me aprofundarei na explicação, pois não sou físico nem matemático e nem um estudioso das matérias, minha área é a geografia. Portanto não darei passos por locais que desconheço. Sou apenas um eterno curioso.

Este é um exemplo de fractal.



Não é lindo? hehe.