quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Arquitetura, História e Games!

Vou falar um pouco de games nesta postagem, para ser mais preciso, sobre a série Assassin’s Creed. Mas não irei comentar sobre a história da série ou analisar os games, meu foco é outro.

Assassin’s Creed, criada pela Publisher francesa Ubisoft, é uma das series de games de maior sucesso na atual geração de videogames. Além de atrair os amantes de games, a série também tem um forte apelo entre estudantes e simpatizantes de Arquitetura e História. É ai que está o meu ponto de interesse nesta postagem.

Atualmente a serie conta com quatro games: Assassin’s Creed, Assassin’s Creed 2, Assassin’s Creed Brotherhood e Assassin’s Creed Revelations. Em todos estes games exploramos cenários como Jerusalém e Damasco em meio ao período de Cruzadas, Florença, Roma e Veneza em seu período de Renascimento e a Constantinopla de domínio Otomano. o Grande trunfo de Assassin's Creed é misturar elementos e personagens fictícios com acontecimentos e personagens históricos reais.

Há de se destacar a qualidade da pesquisa realizada pela Ubisoft no desenvolvimento dos games. Todas as cidades são reproduzidas fielmente a partir de suas arquiteturas de época de acordo com uma determinada escala. Todos os principais monumentos das cidades estão presentes também. Você pode, por exemplo,  visitar o Coliseu em Roma, a Basílica de Santa Sofia em Constantinopla e etc. Um camarada que foi para Roma recentemente disse que é até possível você ver localidades em Roma e lembrar-se do game, tamanha a fidelidade. Claro, com suas devidas proporções, pois a Roma retratada na série é a Roma Renascentista e não a atual.
O Panteão de Roma

O Panteão de Roma no game

Basílica de Santa Sofia

Basílica de Santa Sofia no game

Minha mãe nunca se interessou por jogos, até então. Ela que se formou em arquitetura ficou simplesmente pasma. Ficava assistindo minha jogatina e se deslumbrando com a arquitetura do jogo. Há também nos games muitas informações e curiosidades históricas que podem ser acessadas nos bancos de dados para os mais curiosos. 

Assassin’s Creed Revelations é o último game da serie até o momento, mas ainda este ano não será mais rs. Neste episodio da franquia nos bancos de dados é possível aprender muita, mas muita coisa da história do Império Otomano e da própria cidade de Constantinopla, assim como muitas curiosidades. Como essa, por exemplo, que fala um pouco do Chifre de Ouro:

Chifre de Ouro

“O Chifre de Ouro – ou Haliç, significando “canal” – é um estuário que deságua no estreito de Bósforo, dividindo Constantinopla em duas metades, a norte e a sul.... Em 1502, depois da trégua na violência entre otomanos e venezianos, o sultão Bayezud II convidou o florentino Leonardo da Vinci para que projetasse uma ponte que atravessaria uma área de 250 metros de largura do Chifre de Ouro. Porém, ao ver o projeto de Leonardo, o sultão achou que fosse ambicioso demais e descartou a ideia. 

Quatro anos depois, Bayezid fez o mesmo convite ao jovem artista Michelangelo. Contudo, Michelangelo – rival declarado de da Vinci – recusou no ato o convite do Sutão, sabendo que Leonardo havia sido convidado primeiro”. - Trecho do banco de dados de Assassin's Creed Revelations.

É praticamente como jogar uma aula de História. Confesso que gastei um bom tempo lendo o banco de dados dos games da série. Quem disse que não se aprende nada jogando videogame? hehe.

sábado, 28 de julho de 2012

7 fatos marcantes em sua vida

Pouco tempo atrás uma colega disse que sou mais misterioso e fechado que o próprio Batman e não ficaria surpresa se descobrisse algum dia que sou um terrorista. Brincadeiras a parte, de facto é extremamente raro eu comentar qualquer coisa mais particular com qualquer pessoa, o que dá essa atmosfera misteriosa a minha pessoa hehe.
Essa semana estive num evento em terras mineiras e não tive tempo para pensar em nada para postar aqui. Semana passada outra blogueira havia sugerido para que participasse da blogagem “7 fatos marcantes em sua vida”, num primeiro instante nem dei muita atenção, nem achava que encontraria 7 fatos para contar hehe. Mas como não tive tempo de pensar em algo para postar, farei esta postagem bem atrasada, iniciando a sessão "Conversa Fiada".

Entrada para a Universidade Federal de São Carlos
No ano em que terminei o Ensino Médio foi o último ano do vestibular tradicional nas universidades federais, que posteriormente seria substituído pelo ENEM. Naquele ano fiz provas para quatro instituições públicas e passei em três de primeira chamada. Descobri-me na ciência e na pesquisa,  o ambiente universitário me faz extremamente bem e não me vejo longe da universidade ao decorrer de minha vida, seja em pós graduação ou fazendo outros cursos. Após completar meu primeiro ano na UFSCar minha visão de mundo havia mudado drasticamente.

Morte de minha namorada e sua mãe
Quando completei 18 anos eu estava em meu primeiro namoro, namoro este que durava 2 anos. A família da garota iria para uma praia em julho daquele ano e me convidou para ir com eles, acabei indo, mesmo tendo um ódio mortal por praias. Sofremos um acidente no caminho e tanto Luna como sua mãe faleceram. O pai de Luna teve vários ferimentos, mas nenhum grave, a irmã mais nova de Luna sofreu apenas arranhões, assim como eu, exceto por um corte mais profundo nas costas que me deixou uma cicatriz. Mas a pior cicatriz desse acidente foi a que ficou na alma e não no corpo.

Primeiro contato com a cultura headbanger
Em um período em que ainda estava me descobrindo como pessoa eu tive muito contato com o Rock e ouvia bastante Hard Rock. Mas em certo dia através de um amigo tive contato com sons de bandas de Heavy Metal, logo pensei, “é isso que eu estive sempre procurando!”. Desde então fui adentrando nas profundezas do underground e conhecendo o som e a cultura que cercava este amplo e rico estilo musical que influenciou muito em meu modo de pensar.

O primeiro show é inesquecível
No ápice do meu amor pelo Heavy Metal eu e alguns colegas montamos uma banda. Nossa primeira apresentação ao público foi num festival do colégio onde estudávamos. Como havia muitas bandas para tocar, cada banda deveria tocar 3 músicas e que não ultrapassasse o tempo de 25 minutos. Nosso vocalista improvisado estava tão nervoso que esqueceu as letras e tivemos de parar uma música para ele pegar a letra e então começarmos novamente. Após a apresentação discussões nos bastidores e quase casos de agressão, a banda já estava rachada após seu primeiro concerto rsrs.

Volta para o Porto
No fim do mesmo ano em que perdi minha namorada eu fui para a Cidade do Porto em Portugal. Queria voltar a minha terra natal fazia muito tempo e achei o momento oportuno. Estive um mês lá e em muitos momentos pensei em não voltar. Mas depois de pensar melhor, percebi que estava apenas fugindo de um passado doloroso e que não poderia simplesmente deixar tudo para trás. Se tudo der certo, em dezembro deste ano estarei indo para o Porto novamente.

Um evento memorável
Sem dúvida alguma o melhor evento que já tive a oportunidade de ir foi o Video Games Live (VGL). Criado em 2005, em Los Angeles, pelo maestro Jack Wall e pelo compositor Tommy Tallarico, o VGL é um evento único e na época totalmente inovador. Unindo a classe de um concerto com orquestra e coral ao frenesi e animação de um show de rock na interpretação de trilhas sonoras de games o VGL se consagrou como o principal evento no estilo que criou e hoje faz turnês mundiais. Fui ao evento em 2010 e nesse ano pretendo ir novamente.

Lendo para cegos
Aprendi cedo a conviver com cegos, pois da quinta a oitava série estudei em um colégio em que havia uma garota deficiente visual que era irmã de um amigo meu. Entre os 16 e 18 anos fui voluntário como ledor para cegos. Nesse tempo li para três pessoas diferentes, duas garotas e um senhor com idade mais avançada, quando entrei para faculdade tive de parar com essa atividade. Foi uma experiência com muitos altos e baixos, mas que inegavelmente contribui em muito na minha formação.

Todos passam por bons e maus momentos que estarão sempre vivos em nossas mentes. Suas memórias lhe dizem quem você é e com elas você aprende a não repetir erros e buscar aprimorar se onde é falho. Por isso é sempre bom relembrar momentos assim.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Earworms

Nesses dias em que estou de “férias” da faculdade tenho procurado o que fazer para ocupar minha mente, caso contrário às consequências podem ser trágicas rsrs. Tenho aproveitado para ler artigos científicos em áreas fora da minha, mas que me interessam bastante. Após ter feito o post sobre A provável descoberta do Boson de Higgs duas semanas atrás, eu comecei a ler mais sobre“Earworms” e “Brainworms”, termos que me eram familiares, mas pouco sabia sobre.

Tanto Earworms (vermes de orelha) como Brainworms (vermes cerebrais) são termos usados por cientistas para se referir a músicas que “grudam na cabeça” ou que “entram na cabeça”. Mas por que há canções que ficam “aprisionadas” em nossas cabeças?

Quando ouvimos uma música é ativado no cérebro o córtex auditivo e estudos comprovam que ao simples ouvir uma parte de uma música conhecida o córtex auditivo faz o cérebro automaticamente pensar em seu complemento. Ou seja, o cérebro continuava pensando ou “cantando” mesmo após a música parar. Há quem diga que isso ocorre como uma maneira de manter o cérebro ocupado quando está ocioso, assim se ocupando com o "cantar" da música. Outros dizem que isso ocorre com mais frequência após uma tentativa de supressão desse pensamento, ou seja, tentar tirar da cabeça só piora. Outros estudiosos ainda falam sobre quando uma música aparece em sua cabeça mesmo quando não a ouve por um longo tempo... Isso certamente é desencadeado por alguma atividade que faz sua mente tornar se nostálgica e lembrar da música. Há ainda estudos que dizem serem as mulheres mais vulneráveis a brainworms do que homens, assim como músicos e pessoas passando por altos níveis de stress também são mais receptíveis aos vermes cerebrais.

Não há um consenso dos motivos de uma música ser mais passível de virar um earworm do que outras, mas acredita se que músicas simples, alegres e repetitivas são as mais comuns de isso acontecer. Podem ser tanto músicas com letras, o que é mais comum, pois letra e melodia se ajudam na lembrança, como podem ser jingles e mais raramente músicas instrumentais (a quinta sinfonia de Beethoven é um bom exemplo). E o que também intriga é que muitas vezes a pessoa não gosta da música e ela prende na cabeça do mesmo jeito.

Uma música que você considera banal, abominável, ridícula, tosca pode exercer sobre você um processo coercivo e subverter seu cérebro a pensar de maneira repetitiva e involuntária. Isso claro é de conhecimento público, pois é ai que entram os jingles de programas de televisão e de propagandas. Não raramente a indústria fonográfica também faz isso com alguns artistas que são empurrados para a população como verdadeiros vermes que se infiltram em nossas orelhas, aqui digo no pior sentido possível que isso possa parecer... Michel Teló e companhia mandam lembranças.

Enfim, são muitas as maneiras de uma música se prender a cabeça. Estudos dizem que a letra é o principal fator que faz o cérebro ficar repetindo a música involuntariamente, por isso músicas letradas são mais comumente earworms. No meu caso, tenho problemas em lembrar as letras das músicas rsrs, assimilo melodias muito mais facilmente. Talvez venha daí minha paixão por trilhas sonoras tanto de filmes como de games e provavelmente por isso é mais comum meus earworms serem músicas instrumentais. É bem mais provável me ver cantarolando alguma melodia do que cantando alguma musica pela sua letra.